"A vida possui mais fantasias que os nossos sonhos"

sábado, 7 de maio de 2011

EVERYBODY LIES


Isso não é uma alusão a House. Acho que esta mais para um momento filosófico, ou quem sabe meu próprio divã!?

Pessoas mentem, todo o tempo. Para desconhecidos, pessoas queridas... para elas mesmas. Você já reparou que quando uma pessoa pergunta "Como você esta?", você automaticamente responde "Bem". Você pode estar arrasado, de coração partido, preocupado com uma prova, desgostoso com o emprego, mas você vai responder positivamente.

Imagine se todos falassem a verdade? Se as respostas fossem: "Tá tudo uma merda", ou "Preferia nem ter acordado". Seria uma onda de pessimismo. Além de que, sejamos sinceros, por que um desconhecido se preocuparia conosco? Ele já tem sua cota de respostas falsas, pra que ouvir as nossas.

Mas se você parar pra pensar, realmente parar pra pensar, vai ver que isso é deprimente. Eu tenho momentos em que fico pensando na vida, nas pessoas, no mundo, no universo. E hoje eu pensei nisso. As pessoas mentem constantemente. E se acostumaram a mentir tanto que até fazem isso com um sorriso no rosto.

Não magoar uma pessoa queria, ou não deixar transparecer sua fraqueza. Um segundo e sua vida pode mudar do feliz para o super angustiado. E você pode tentar buscar sinais de que seja intervenção divina. Ou pensar que se tivesse feito algo diferente poderia ter mudado aquela (ou as várias) situação. Não importa. Coisas ruins acontecem o tempo todo e o triste é que fingimos que não. Seguramos tudo bem trancado em algum baú dentro de nossas almas. E no fundo você só quer gritar... ou pior, desaparecer.

Uma certeza sobre a vida. Pessoas mentem. E se você parar para prestar atenção, isso vai magoar você também. Só pare, e olhe. É uma coisa simples, uma mentira branca, mas mesmo assim é uma coisa que as pessoas não deveriam ser obrigadas a fazer.




"Como eu estou? Eu estou... indo".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

J'ACUSE



(Eu acuso !)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice. (Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola )
Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.
Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.
Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:


EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.
Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.

Igor Pantuzza Wildmann


Recebi este texto por e-mail e, mesmo que quisesse, não conseguiria mudar muito as palavras que estão escritas acima. Assim trouxe-lhe o original.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Empresas de Telefonia = Enlouquecer pessoas



Um belo dia de sol, quente e... bem, perfeito para um banho de piscina e relaxar ouvindo boa musica. Agora perguntem se a anta aqui fez isso. Não, decidiu ver o problema com a rede da banda larga, pra aumentar a velocidade. Grande ilusão.





Já quando liga, o menu começa a oferecer tantas opções que, além de zonzo e perdido, o consumidor (eu) fica simplesmente irritado. Não precisa nem falar com um atendente. Simplesmente ouça os menus. Você começa a se tornar uma pessoa conturbada a partir dai.

E então, depois de ligar, desligar, ligar novamente e ficar mais quinze horas tentando encontrar a opção certa no meio de tantas erradas, a pessoa simplesmente se perde e, de "problemas com a rede", vai para "detalhar conta". Cansada de ouvir, agora só quer falar. Quer que outros ouçam o que ele foi obrigado a ouvir. Ou que ao menos digam "O seu problema será resolvido em um prazo de...", nem que seja lá pra 2047, e com a certeza de que o mundo terminará em 2012. Ao menos deram uma resposta.

E então, como digitou todas as opções erradas, pois não havia aquela que queria, tenta fazer o cara do "detalhar conta", te passar para alguém do suporte ou troca de plano de internet. Grande erro. As transferências só começam. Depois de ter falado com 4 pessoas, no mínimo, ninguém mais quer ser gentil. O balde já foi chutado há muito tempo, a água esparramada já secou (mesmo em dias de chuva) e o cliente, que já se considera o burro da história, quase cria poderes mágicos para atravessar o telefone e ir parar na frente da atendente que simplesmente esta ignorando. Responde um minuto depois de ficar tudo absolutamente em silêncio.

Puto e com vontade de espancar o primeiro que aparecer na frente, a unica coisa que tem a fazer é partir pra ignorância — ainda sendo gentil e dizendo que sabe que a culpa não é deles, pois não são os que tomam as decisões ali.

P¨#@ que o p@#%*.

E então eu me pergunto: onde estão os "grandões" das empresas de telefonia?

RESPOSTA: Sentados atrás de mesas, rindo e jogando conversa fora, enquanto umas criaturas tentam responder pro povo burro as frases prontas que foram obrigados a decorar. O povo, já cansado pelo menu e indignado com a falta de consideração dos atendentes explode e começa a gritar palavrões que nunca nem mesmo ouviu.

E de que adianta tudo isso? Os grandões não ficam sabendo de nada disso. Tem medo de ouvir o que os clientes/usuários (não de drogas... rsrs) tem a dizer. Se escondem em salas sem telefones e ficam felizes ganhando os seus mil's reais, pois, no final das contas, ninguém faz nada contra, pois precisa de internet e telefone. E assim eles controlam o mundo, dos seus mundinhos perfeitos e cadeiras de couro de porco.

E nós aqui, enlouquecendo somente com o menu.

Mas juro que vou na empresa, prédio físico, e vou gritar com o primeiro, o segundo, até o ultimo que me aparecer. Eu vou gritar com um grandão e quero ver o que ele vai me dizer. E confesso, será a melhor coisa que eu farei na vida. Tirar um dos vários pesos dos meus ombros. E junto, tirar o peso de muita gente.

Afinal, nem o manicômio eles se prestam a pagar. Vamos largar os loucos nas ruas, ver se assim fazem alguma coisa. E de louca, eu tenho muito.


=^-^=

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Homem X Mulher







1. MULHERES – Dirigimos melhor…
HOMENS - Melhor que cegos!

2. MULHERES – Não ficamos carecas…
HOMENS - Se cabelo fosse bom não nascia embaixo do braço.

3. MULHERES – Temos um dia internacional…
HOMENS - Os outros 364 são nossos!

4. MULHERES – Temos prioridade em botes salva-vidas….
HOMENS - Nós sabemos nadar!

5. MULHERES – 99% dos homens não cuidam da aparência pessoal…
HOMENS - 99% da beleza feminina sai com água e sabão!

6. MULHERES – Uma greve de sexo consegue qualquer coisa…
HOMENS - Inclusive um par de chifre!

7. MULHERES - A programacão da TV é 90% voltada pra nós…
HOMENS - Nós temos DVD (e sabemos usar!)!

8. MULHERES - Somos os primeiros reféns a serem libertados…
HOMENS - Porque nem sequestradores aguentam vocês! ( falam muito! )

9. MULHERES – A idade não atrapalha nosso desempenho sexual…
HOMENS - Mas atrapalha pra arrumar parceiro sexual!

10. MULHERES – Somos nós que somos carregadas na noite de núpcias…
HOMENS - Caso contrário vocês podem se perder!

11. MULHERES – Se somos traídas, somos vítimas; se traímos, eles são cornos…
HOMENS - Se somos traídos elas são putas, se traímos somos garanhões!

12. MULHERES – Somos capazes de prestar atenção a várias coisas ao mesmo tempo….
HOMENS - Mas incapazes de executar ao menos uma completa de cada vez!

13. MULHERES – 98% da indústria de cosméticos e 89% da indústria da moda são voltadas pra nós…
HOMENS - 98% da indústria de cerveja e 89% da indústria automobilística são voltadas para nós!

14. MULHERES – Não nos desesperamos em frente a um campo de grama com 1 bola e 22 mulheres…
HOMENS - Nós não nos desesperamos frente ao pedal da embreagem!

15. MULHERES – Fazemos tudo o que um homem faz, e de salto alto!…
HOMENS - Quero ver mijar em pé!

16. MULHERES – Podemos dormir com nossas amigas sem sermos chamadas de lésbicas…
HOMENS - Podemos dormir com suas amigas que elas não contam pra vocês!

17. MULHERES - Conseguem viver sem os homens.
HOMENS – Não conseguem viver sem mulheres. ( fato! )




domingo, 16 de janeiro de 2011

Quando as coisas tem que acontecer elas simplesmente acontecem, e infelizmente a gente tem que compreender.

A Teoria do Gato Flutuante